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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quero ser uma Ursa!

Nesta encarnação sou uma mulher...
Na próxima quero voltar como ursa...
vejam os motivos ...
- Uma ursa hiberna por seis meses, só dorme. 
(Acho que eu ia gostar disso). 
- Antes de hibernar ela pode comer até quase explodir.
(Acho que eu ia gostar disso também). 
- Uma ursa dá à luz a filhotes do tamanho de um 
pêssego enquanto ela está dormindo, 
e quando ela acorda já estão crescidinhos e fofinhos. 
(Com certeza eu ia gostar muito disso). 
- A mamãe ursa não brinca em serviço. 
Dá pancada em qualquer um que se meta com seus filhotes. 
E se seus filhotes saírem da linha ela dá bordoada neles 
também. (É, definitivamente eu ia gostar muito disso).
- E mais... o parceiro espera que ela amanheça rosnando. 
Ele espera que suas pernas sejam peludas e que ela seja gorda. 
É, tá decidido: EU QUERO SER UMA URSA !!!


         (Desconheço a autoria...infelizmente)

sábado, 12 de março de 2011

A Voz do Silêncio - Martha Medeiros




Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.
Simples, rápido. E quanta força.
 
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
 
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
 
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
 
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
 
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
 
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
 
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
 
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
'Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!'
 
É o silêncio de um mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
 
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
 
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
 
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
 
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
 
O único silêncio que perturba é aquele que fala.
E fala alto...
É quando ninguém bate à nossa porta...

não há recados na secretária eletrônica....
e mesmo assim você entende a mensagem.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quando me amei de verdade.

Embora muita gente imagine que esse texto é do Charlie Chaplin,
isso NÃO procede.
Nem tudo o que se encontra na net,tem sua verdadeira
autoria,como esse belíssimo texto,que circula livremente como sendo
de diversos autores.
Quando posto textos,procuro ser fiel a quem o escreveu,é uma questão
de justiça e ética...mas esse,infelizmente ficará sem resposta,por enquanto.
Gostaria de parabenizar a pessoa que soube unir mente e coração
de forma tão expressiva e verdadeira.


(Se alguém tiver informações sobre o verdadeiro autor,
por gentileza,me avise)

domingo, 26 de dezembro de 2010




Diálogo entre o teólogo
brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama


Leonardo Boff disse que certa vez, no intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos na qual participava junto com o Dalai Lama, perguntou-lhe com certa malicia, mas também com interesse teológico, em seu inglês capenga:


 
Leonardo Boff: - "Santidade, qual é a melhor
religião?"


Dalai Lama: - "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do
Infinito". É aquela que te faz melhor."


Leonardo Boff: - "O que me faz melhor?"


Dalai Lama: -"Aquilo que te faz mais compassivo" , aquilo que te faz
mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário,

mais responsável... mais ético... A religião que conseguir fazer isso de ti, é
a melhor religião..." Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se
tem ou não tem religião. O que realmente importa é a tua conduta perante o teu
semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo...

Reflexão de Leonardo Boff: Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou
ruminando sua resposta sábia irrefutável..


Não me interessa a tua religião ou mesmo se você tem ou não religião. O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Precisa-se de Loucos - Madalena Carvalho

Precisa-se de Loucos...








De loucos uns pelos outros!
Que em seus surtos de loucura espalhem alegria; com habilidades
suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor, que olhem a ética, respeito às pessoas e responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o Universo.

Precisa-se de loucos de paixão, não só pelo trabalho, mas principalmente por gente, que vejam em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências dêem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.

Precisa-se de loucos por novas tendências, mas que caminhem na contramão da história, ouvindo menos o que os gurus têm a dizer sobre mobilidade de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial e ouvindo mais seus próprios corações.

Precisa-se de loucos poliglotas que não falem inglês, espanhol, francês ou italiano, mas que falem a língua universal do amor, do amor que transforma, modifica e melhora, pois, palavras não transformam empresas e sim atitudes.

Precisa-se simplesmente de loucos de amor; de amor que transcende toda a hierarquia, que quebra paradigmas; amor que cada ser humano deve despertar e desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia; amor cheio de energia, amor do diálogo e da compreensão, amor partilhado e transcendental.

As Organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no SER, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-las.

(Madalena Carvalho)

domingo, 24 de outubro de 2010

A Vida e a Viagem de Trem



A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento
estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.
A Vida e a Viagem de Trem - A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento
estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

Autor Desconhecido 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A morte Devagar - Martha Medeiros


 
Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.